Greve de profissionais da saúde no ABC

Começou ontem (17) a paralisação dos funcionários da Fundação do ABC. Criada há mais de uma década pelas três maiores prefeituras do ABC, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul, atualmente emprega grande parcela dos trabalhadores de saúde que atendem nas UBSs, UPAs e nos hospitais públicos dessas cidades.

A situação destes profissionais da saúde é grave: estão sem reajuste salarial desde 2017. Nos anos anteriores, de um jeito ou de outro, conseguiram se manter recuperando a inflação e às vezes até um ganho real. Mas agora, há dois anos sem nenhum reajuste, mesmo com inflação baixa, pesa nos já reduzidos salários que a saúde paga de forma em geral.

Como vimos em reportagem da CBN, a Fundação do ABC se tornou um grande guarda-chuva eleitoral, no qual os prefeitos vão contratando seus cabos eleitorais, ou como fez o de São Bernardo, além desses cabos eleitorais, seus parentes também. A lista da CBN com essas contratações continha mais de 300 pessoas. Isto, é claro, vai minando a capacidade financeira da instituição, pois nestes casos sempre são salários altos. E os cabos eleitorais não se contentam com pouco não!

Além disso, existem denúncias de maus tratos e discriminações em São Bernardo do Campo, como foi amplamente divulgado recentemente. Com tudo isso, só restou ao Sindicato e a os trabalhadores a paralisação. Ela tende a crescer nos próximos dias e precisa da solidariedade da população, pois com certeza, ao invés de sentar e negociar com os trabalhadores, os gestores vão tentar jogar a população contra esses profissionais.

Vamos acompanhar e torcer para que o mais rápido possível se resolva essa greve. A população sofrida, desempregada, que depende exclusivamente do serviço público, não pode deixar de ser atendida. Os prefeitos precisam resolver logo esta paralisação.

 

Fonte: ABCD Maior

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