Grande ABC volta a contratar após 28 meses

Via:  Diário da Grande ABC

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Após 28 meses, o saldo (contratações menos demissões) de empregos formais no Grande ABC voltou a ficar positivo. O último mês em que houve mais admissões do que cortes foi em novembro de 2014, com a geração de 1.502 postos com carteira assinada.

Em abril, foram geradas 845 vagas. Quando comparado ao desempenho do mesmo mês do ano passado é possível notar desaceleração no ritmo de dispensas, já que à época foram registradas 2.154 baixas. Frente a março, o movimento é o mesmo, quando houve 1.979 cortes.

Apesar da inversão na curva da geração de emprego, porém, no acumulado de 2017 o cenário ainda é ruim e o saldo está negativo em 3.981 postos.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), foram levantados pela equipe do Diário.

Dos quatro setores analisados, o único que ainda não deu sinais de recuperação foi indústria, que amargou 562 demissões em abril. Devido à grande concentração de empresas do setor automobilístico, um dos mais afetados pela crise, as sete cidades demoram mais para se recuperar economicamente.

Os demais setores encerraram o mês passado com desempenho positivo: comércio (412 vagas), serviços (932 oportunidades) e construção civil (63 postos).

Depois de registrar a extinção de 63.624 empregos apenas em março, o Brasil também voltou a fechar no azul, com saldo positivo de 59.856 vagas.

Ao analisar as sete cidades, a que apresentou maior dispensa de funcionários com registro em carteira foi Ribeirão Pires, com 134 cortes, Rio Grande da Serra também verificou saldo negativo de dois postos.

Em contrapartida, o município que apresentou o melhor saldo de geração de emprego foi São Bernardo, com 479 vagas, o que corresponde a 56% do bom desempenho da região. Mauá registrou a criação de 170 postos, seguido de Santo André, com 167, São Caetano, com 95, e por fim, Diadema, com 70. Entretanto, no quadrimestre, nenhuma cidade verificou saldo positivo no emprego.

CEDO PARA COMEMORAR

Na avaliação do coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, o resultado positivo é um ponto fora da curva. “Esse desempenho é pontual, não há como projetar que seja o início de uma tendência. Nem o governo esperava por isso”.

Ainda segundo Balistiero, a recuperação da economia e, consequentemente, a geração de empregos, depende muito da aprovação das reformas trabalhista e previdenciária que o governo deseja implementar. “A recuperação já está sendo lenta, e, sem elas (as reformas), a retomada será ainda mais lenta”. O economista acredita que a geração de postos voltará entre o fim deste ano e o início de 2018.

“O número é tímido e não nos indica nada consistente. Ainda é cedo para pensar em retomada em meio a esse cenário político incerto”, avalia o professor da Escola de Negócios da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Volney Gouveia.
Na opinião de Gouveia, as reformas apresentadas pelo governo não são o caminho ideal para a volta da criação de empregos. “Deveriam pensar mais em uma maior redução dos juros, além de estimular as empresas na concessão de infraestrutura, e não nessas políticas ortodoxas”, dispara.

Fonte: Diário da Grande ABC | www.dgabc.com.br
Postado por: Grupo Discom | grupodiscom.com.br

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