Bancários aceitam reajuste de 10% e encerram greve

Via Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br

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Após 21 dias corridos de greve em todo o País, os bancários do ABC aceitaram, em assembleia realizada na noite de ontem, o reajuste de 10% oferecido pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e irão retomar hoje as atividades nas agências. A maioria dos sindicatos da categoria no Brasil – entre eles o da Capital, de Santos e do Rio de Janeiro – também deliberou pelo fim da paralisação.

Apesar de o índice ser 4,5 pontos percentuais acima do que foi oferecido na primeira rodada de negociações da campanha salarial deste ano (5,5%), o aumento real é de apenas 0,1%, o mais baixo desde 2004. Isso porque a inflação acumulada em 12 meses até agosto foi de 9,88% – a mais alta para o período de 2004 em diante.

O presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira, reconhece que a elevação salarial real é “ínfima”, mas considera que o acordo foi positivo em razão da atual crise econômica. “Não fomos derrotados. É uma conquista, pois conseguimos manter a política de aumento real, enquanto os bancos tentavam promover o arrocho salarial.”

Alguns dos participantes da assembleia defenderam a continuidade da greve. O presidente argumentou que a rejeição da proposta poderia trazer consequências negativas à categoria, como aumento no grau de dificuldade da campanha salarial do ano que vem. “Além disso, ficaríamos sujeitos à possibilidade de o dissídio ser levado à Justiça, correndo o risco de o índice ser ainda mais baixo do que esse que negociamos.”

O reajuste de 10% também será aplicado na PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A gratificação será calculada da seguinte maneira: 90% do salário (já corrigido) mais R$ 2.021, limitado a R$ 10.845. Se o montante distribuído for inferior a 5% do lucro líquido do banco em 2015, o valor será aumentado até atingir esse percentual ou 2,2 salários, com máximo de R$ 23.861. Parcela adicional prevê a divisão de 2,2% do lucro líquido entre todos os funcionários até o limite individual de R$ 4.043. A primeira parcela será paga até dez dias depois da assinatura do acordo coletivo e a segunda até março. Para os vales refeição e alimentação, o aumento é de 14%.

Em relação aos dias parados por causa da greve, ficou definido que, para os funcionários com jornada de trabalho de seis horas diárias, 63% das horas não trabalhadas serão abonadas. O percentual sobe para 72% no caso dos empregados com carga de oito horas diárias. Em ambas as situações, restarão 31 horas para serem repostas. A compensação será feita com uma hora por dia até 15 de dezembro.

Também foram aprovados os acordos específicos dos bancos públicos. Na Caixa Econômica Federal, além do reajuste de 10%, todos os funcionários terão promoção por merecimento em janeiro, com aumento de 2,5% a 5%. Também há previsão de pagamento de parcela complementar da PLR. Já no Banco do Brasil, cujo índice também é de 10%, serão criados grupos de trabalho para ascensão profissional. O auxílio-creche para dependentes deficientes terá elevação de 20%.

Fonte: Diário do Grande ABC | www.dgabc.com.br
Postado por: Grupo Discom | www.grupodiscom.com.br

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